segunda-feira, 1 de setembro de 2008

De que me adianta viver na cidade
Se a felicidade não me acompanhar
Adeus paulistinha do meu coração
Lá pro meu sertão eu quero voltar
Ver a madrugada quando a passarada
Fazendo a alvorada começa a cantar
Com satisfação, eu arreio o burrão
Cortando o estradão, eu saio a galopar
E vou escutando o galo berrando
Sabiá cantando no jequitibá
Por nossa senhora, meu sertão querido
Vivo arrependido por ter te deixado
Essa nova vida aqui na cidade
De tanta saudade eu tenho chorado
Aqui tem alguém, diz que me quer bem
Mas não me convém, eu tenho pensado
Eu vivo com pena, pois essa morena
Não sabe o sistema que eu fui criado
Tô aqui cantando, de longe escutando
Alguém está chorando com o rádio ligado
Que saudade imensa do campo e do mato
Do nosso regato que corta as campina
Aos domingo eu ia passear de canoa
Nas lindas lagoas de águas cristalinas
Que doce lembrança daquela festança
Onde tinha dança e muitas meninas
Eu vivo hoje em dia sem ter alegria
O mundo judia mas também me ensina
Eu tô contrariado, mas não derrotado
Eu sou bem guiado pelas mãos divinas
Pra minha mãezinha já telegrafei
E já me cansei de tanto sofrer
Essa madrugada estarei de partida
Pra terra querida que me viu nascer
Já ouço sonhando o galo cantando
O inhambu piando no escurecer
A lua prateada clareando as estradas
A relva molhada desde o anoitecer
Eu preciso ir pra ver tudo ali
Foi lá que eu nasci, lá quero morrer

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

sábado, 23 de agosto de 2008

antes falar bobagens que calar besteiras

Escuto, desfocadamente, os chamados de quem ficou desse lado do mundo.
Junto minhas coisinhas.
Deserto da minha propria empreitada.
Nao me desfaço das minhas coisas ja degradas pela lonjura do tempo, escorrido oleosamente.
Corajosamente enfrento minha fraqueza, minha derrota, me entrego a meus prazeres.

Nao passo vontade.

Meu corpo responde lentamente à minha ansiedade de engolir o tempo. hoje entrei naquela banheira encarando longamente meus olhos que ja viram tanta coisa. Minhas formas, volptosamente é verdade, arredondadas. Uma fartura enfastiada de tudo.
Procuro um porto nessa escuridao, como um veleiro silencioso.Nao enchergo nenhum farol mas me entrego, novamente, a brisa com cheiro de possibilidades.
Crio miragens: luzes timidas em algum porto inexistente.
Nao sinto mais medo.
Nao me arrependo.
Aos poucos a gente se entrega a fertilidade das coisas e as promessas de noites mudas como essas.

quarta-feira, 11 de junho de 2008


Fèz continua sendo a cidade que nao para, capital do conhecimento espiritual e intelectual. Por


que as coisas nao param no tempo...parti sem trazer quase nada: uma calça jeans, havainas, tres camisetas e uma jaqueta...isso mesmo: nao queria nenhum material pra trabalhar. Decepcionada com tudo o que vinha fazendo, meus trabalhos nao estavam mais fazendo sentindo pra mim e entao nao fariam pro mundo...e tambem por estar num momento de ingerir as coisas, de absorver e nao o contrario...mas quando estava quase indo embora, nao resisti, trouxe meu carnet de esquisse; bom ,porque nao pelo menos levar um lapis. Mas agora me arrependo, no meio desse mundo de cores eu sem sepia...


meu laranja que fosse...



e dificil ver o ocidente aqui...embora isso nao seja uma violencia, claro.


Fèz, todo o Marrocos, sempre foi um centro de novidades e de contato, a cidade das fontes sempre foi o lugar do novo convivendo com o milenar....afinal quando é que a gente perde uma tradicao?ou antes, é impossivel condenar alguem a parar no tempo, converso com as pessoas da minha idade "como se dança no marrocos? " aqui a gente dança o tecktonick"...é, ainda mais quando o preço das coisas em Dihams é o mesmo que em euros...mas nao ponha blusinha que mostre a barriga...nem um pedacinho... porque vc pode parar toda uma cidade...



sera que eu encontro tinta aqui??


terça-feira, 3 de junho de 2008




estou cheia de coisas pra fazer, logo volto

quarta-feira, 28 de maio de 2008